quinta-feira, 20 de junho de 2013

Situação de Aprendizagem para 9º ano
Conto “Pausa” – Moacyr Scliar
*      Tema a ser abordado:
·        Necessidade de estar só/Fuga do stress do dia a dia.
*      Objetivo a ser alcançado:
·        Desenvolver habilidades de leitura de contos.
*      Objetivos específicos:
·        Desenvolver estratégias de leitura: explicitação do conteúdo implícito, inferências, relações de causa e consequência, de temporalidade e espacialidade;
·        Orientar sobre o discurso citado;
·        Retomar elementos da narrativa;
·        Reconhecer traços característicos do gênero conto.
*      A justificativa de se trabalhar determinado conteúdo:
·        Espera-se que o aluno reconheça o processo de composição textual como um conjunto de ações interligadas, inferindo e reconhecendo elementos da narrativa, além de fruir do texto literário.
*      Os procedimentos metodológicos:
·         Leitura silenciosa pelos alunos/ leitura oral pelo professor;
·         Ativação de conhecimentos prévios que temos sobre os aspectos envolvidos na leitura para selecionar as informações que possam criar o contexto de produção, garantindo, assim, sua fluência. Refere-se a conhecimentos sobre o assunto, o tipo de texto, onde foi publicado, o autor etc.;
·         Antecipação de informações, ou seja, a previsão do que se pode estar contido no texto a ser lido;
·         Seleção de informações, estratégia que permite ao aluno focalizar sua atenção nos índices de leitura que lhe serão úteis para realizar previsões;
·         Inferência de sentidos, que é diferente da antecipação, pois parte de informações que se encontram implícitas no texto;
·         Verificação de informações, que permite ao aluno o controle da leitura. É por meio da verificação que ele poderá validar ou não suas inferências;
·         Pesquisa das palavras desconhecidas.
*      Recursos materiais e tecnológicos:
·         Cópia do texto para cada aluno;
·         Dicionários de Língua Portuguesa;
·         Internet.
*      Avaliação
·         A avaliação se dará durante toda a situação de aprendizagem, na participação dos alunos nas atividades propostas de compreensão do texto estudado;
·         Produção de texto do gênero conto.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

  • Crônica: O Primeiro Beijo - 

Crônica: O primeiro beijo -

Crônica: Primeiro Beijo

Público Alvo: 9º anos.

Tempo previsto: 6 aulas.

Objetivos:
Identificar e analisar o gênero crônica a partir da leitura, apreciação e inferências sobre o texto;
Compreender e verificar os recursos utilizados nas crônicas;
Desenvolver nos alunos o hábito da leitura.

Conteúdos:
Sugestões de leitura de crônicas:
“Comédia para se Ler na Escola”, de Luiz Fernando Veríssimo;
Figuras de linguagens presentes nas crônicas;
Compreensão das crônicas estudadas;
Fazer uma intertextualidade com obras de arte “O Beijo” e comentários sobre o “Dia dos Namorados”.

Procedimentos metodológicos
Conhecer o gênero crônica através da leitura proficiente e epistemológica do saber dentro de uma visão de profunda interação entre autor e leitor.(Pesquisa sobre o autor).
Desenvolver a participação efetiva dos alunos diante dos textos lidos. Explorar dentro do texto a química, os músculos que são articulados, as batidas do coração; Inferir como um momento inusitado e inesquecível na vida de um adolescente.
 Questionamentos:
 Você sabe o que é uma crônica? Você já leu alguma crônica? Quem é o seu autor? Você conhece alguma crônica brasileira Qual? Qual é o veículo de comunicação que disponibiliza crônica? Quais as características de uma crônica?
Discutidas as questões e observadas às respostas será entregue um cópia de outras crônicas para analisar o processo de caracterização do gênero e a importância da leitura de todos os gêneros que a língua é capaz de produzir.


Avaliação:

Participação dos alunos no envolvimento da leitura e questionamentos e por fim um relato pessoal de cada aluno, como produto final da crônica.






Elizabete de Camargo.



domingo, 16 de junho de 2013

Plano de aula de Denise Azevedo Nantes para o 6º ano:

Avestruz
Mário Prata

O filho de uma grande amiga pediu, de presente pelos seus dez anos, uma avestruz. Cismou, fazer o quê? Moram em um apartamento em Higienópolis, São Paulo. E ela me mandou um e-mail dizendo que a culpa era minha. Sim, porque foi aqui ao lado de casa, em Floripa, que o menino conheceu as avestruzes. Tem uma plantação, digo, criação deles. Aquilo impressionou o garoto.
Culpado, fui até o local saber se eles vendiam filhotes de avestruzes. E se entregavam em domicílio.
E fiquei a observar a ave. Se é que podemos chamar aquilo de ave. A avestruz foi um erro da natureza, minha amiga. Na hora de criar a avestruz, Deus devia estar muito cansado e cometeu alguns erros. Deve ter criado primeiro o corpo, que se assemelha, em tamanho, a um boi. Sabe quanto pesa uma avestruz? Entre 100 e 160 quilos, fui logo avisando a minha amiga. E a altura pode chegar a quase três metros. 2,7 para ser mais exato.
Mas eu estava falando da sua criação por Deus. Colocou um pescoço que não tem absolutamente nada a ver com o corpo. Não devia mais ter estoque de asas no paraíso, então colocou asas atrofiadas. Talvez até sabiamente para evitar que saíssem voando em bandos por aí assustando as demais aves normais.
Outra coisa que faltou foram dedos para os pés. Colocou apenas dois dedos em cada pé. Sacanagem, Senhor!
Depois olhou para sua obra e não sabia se era uma ave ou um camelo. Tanto é que logo depois, Adão, dando os nomes a tudo que via pela frente, olhou para aquele ser meio abominável e disse: Struthio camelus australis. Que é o nome oficial da coisa. Acho que o struthio deve ser aquele pescoço fino em forma de salsicha.
Pois um animal daquele tamanho deveria botar ovos proporcionais ao seu corpo. Outro erro. É grande, mas nem tanto. E me explicava o criador que elas vivem até os setenta anos e se reproduzem plenamente até os quarenta, entrando depois na menopausa, não têm, portanto, TPM. Uma avestruz com TPM é perigosíssima!
Podem gerar de dez a trinta crias por ano, expliquei ao garoto, filho da minha amiga. Pois ele ficou mais animado ainda, imaginando aquele bando de avestruzes correndo pela sala do apartamento.
Ele insiste, quer que eu leve uma avestruz para ele de avião, no domingo. Não sabia mais o que fazer.
Foi quando descobri que elas comem o que encontram pela frente, inclusive pedaços de ferro e madeiras. Joguinhos eletrônicos, por exemplo. Máquina digital de fotografia, times inteiros de futebol de botão e, principalmente, chuteiras. E, se descuidar, um mouse de vez em quando cai bem.
Parece que convenci o garoto. Me telefonou e disse que troca o avestruz por cinco gaivotas e um urubu.
Pedi para a minha amiga levar o garoto num psicólogo. Afinal, tenho mais o que fazer do que ser gigolô de avestruz.


Público alvo: 6º Ano do E.F.

Tempo previsto: 3 a 4 aulas;

Objetivo Geral: Reconhecer os traços característicos da crônica.
                              Até o momento os alunos estudaram e conhecem bem os gêneros narrativos contos e fábulas, agora é apresentado a eles a narrativa em forma de crônica. Apresentação de recortes de crônicas tiradas de jornais e revistas mostrando que cada uma fala de um fato diferente do cotidiano.

Objetivo específico: Identificar os elementos da narrativa; Trabalhar a interpretação do texto, Comparar a crônica com o conto.
                              O objetivo é mostrar ao aluno que a crônica tem os mesmos elementos da narrativa encontrados no conto (foco narrativo, tempo, espaço, enredo e personagens). Quanto a interpretação, devemos observar os trechos que trouxeram humor ao texto; perceber a quem o autor se dirigia ao longo da narrativa; esclarecer a partir de inferências conhecidas dos alunos, as características do avestruz e o vocabulário; redigir um texto em forma de conto utilizando os mesmos elementos da narrativa apresentados na crônica.

Estratégia: As características da tipologia crônica serão melhor compreendidas quando partimos do que o aluno já sabe, no caso o conto, e ao compararmos o mesmo texto em forma de conto e crônica, as diferenças se tornam mais claras para o aluno.

Exemplo da mesma narrativa, mas EM FORMA DE CONTO:
     O filho de uma amiga me pediu uma avestruz de presente. Fui conhecer uma criação deles para verificar se era possível realizar o seu desejo. O criador me recebeu e passou todas as informações sobre a ave.
             Concluí que aquela não era uma ave para ser criada em apartamentos devido a muitas características particulares, achei inclusive que o animal era uma aberração e tentei convencer o filho da minha amiga a desistir do presente. Mas só consegui fazê-lo mudar de ideia depois que disse que a ave poderia comer os seus brinquedos favoritos.
             O garoto decidiu trocar o presente por outro mais absurdo ainda, foi então que disse para minha amiga que o filho dela precisava mesmo era de um tratamento psicológico.

Discussão oral: Conversar com o aluno sobre o que é ter um animal em casa; sobre as responsabilidades com este animal; qual o melhor lugar para ele viver (o seu habitat natural); sobre as diferenças de se ter um animal silvestre e um domesticado; e que se pudéssemos ter qualquer animal, qual seria e o porquê.

Procedimentos: Leitura compartilhada do texto e leitura feita pelo professor com entonação e pausas. Análise do texto (elementos da narrativa e interpretação). Discussão oral. Construção do conto com o mesmo tema da crônica. Preenchimento do quadro analítico. Leitura de crônicas diversas. Produção de crônica.

Recursos: Texto impresso, recortes de crônicas de jornais e revistas para exemplificar, giz e lousa.

Avaliação 1: Produção de um quadro para comparar as características da crônica e do conto.
              
Questões para análise
Texto “Avestruz” em forma de conto
Texto “Avestruz” em forma de crônica
O texto é uma história curta?


Ele aborda um tema banal ou cotidiano?


Ele desperta a imaginação do leitor?
(Aqui perceberemos que o autor só contou uma história de forma direta)
(Aqui percebemos que a narrativa mexe com a imaginação do leitor, principalmente pela descrição cômica da ave)
Foi escrito em linguagem simples, com tom leve ou um tom de conversa entre autor e leitor?
(Aqui percebemos que não há nenhuma interação de autor com leitor)
(Aqui percebemos vários trechos onde o autor expressa sua opinião e interage com o leitor)
O texto apresenta os elementos da narrativa?



Avaliação 2: Produção textual de uma crônica a partir de uma situação marcante vivida por cada um.

Plano de aula de Edilene Xavier para o 9º ano:

Pausa - Moacyr Scliar


Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu, bocejando:
- Vais sair de novo, Samuel?
Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.
- Todos os domingos tu sais cedo - observou a mulher com azedume na voz.
- Temos muito trabalho no escritório - disse o marido, secamente
Ela olhou os sanduíches:
- Por que não vens almoçar?
- Já te disse; muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.
A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga. Samuel pegou o chapéu:
- Volto de noite.
As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente; ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas. Estacionou o carro numa travessa quieta. Como pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo.
Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:
            - Ah! seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...
- Estou com pressa, seu Raul - atalhou Samuel.
- Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. - Estendeu a chave.
Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:
- Aqui, meu bem! - uma gritou, e riu; um cacarejo curto.
Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho; a um canto, uma bacia cheia d'água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira.
Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata. Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se e fechou os olhos.
Dormir.
Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a mover-se: os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.
Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido.
Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa. Perseguido por um índio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados; índio acabara de trespassá-lo com a lança Esvaindo-se em sangue, molhado de suor. Samuel tombou lentamente: ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio.
Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu. Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.
- Já vai, seu Isidoro?
- Já - disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.
- Até domingo que vem seu Isidoro - disse o gerente.
- Não sei se virei - respondeu Samuel, olhando pela porta; anoite caía.
- O senhor diz isto, mas volta sempre - observou o homem, rindo.
Samuel saiu.
Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.



Situação de Aprendizagem para 9º ano
Conto “Pausa” - Moacyr Scliar

          Tema a ser abordado:
·        Necessidade de estar só/Fuga do stress do dia a dia.
          Objetivo a ser alcançado:
·        Desenvolver habilidades de leitura de conto literário.
           Objetivos específicos:
·    Desenvolver estratégias de leitura: explicitação do conteúdo implícito, inferências, relações de causa e consequência, de temporalidade e espacialidade;
·        Orientar sobre o discurso citado;
·        Retomar elementos da narrativa;
·        Reconhecer traços característicos do gênero conto.
          A justificativa de se trabalhar determinado conteúdo:
·      Espera-se que o aluno reconheça o processo de composição textual como um conjunto de ações interligadas, inferindo e reconhecendo elementos da narrativa, além de fruir do texto literário.
         Os procedimentos metodológicos:
·       Leitura silenciosa pelos alunos/ leitura oral pelo professor;
·     Ativação de conhecimentos prévios que temos sobre os aspectos envolvidos na leitura para selecionar as informações que possam criar o contexto de produção, garantindo, assim, sua fluência. Refere-se a conhecimentos sobre o assunto, o tipo de texto, onde foi publicado, o autor etc.;
·     Antecipação de informações, ou seja, a previsão do que se pode estar contido no texto a ser lido;
·      Seleção de informações, estratégia que permite ao aluno focalizar sua atenção nos índices de leitura que lhe serão úteis para realizar previsões;
·       Inferência de sentidos, que é diferente da antecipação, pois parte de informações que se encontram implícitas no texto;
·       Verificação de informações, que permite ao aluno o controle da leitura. É por meio da verificação que ele poderá validar ou não suas inferências;
·        Pesquisa das palavras desconhecidas.
         Recursos materiais e tecnológicos:
·        Cópia do texto para cada aluno;
·        Dicionários de Língua Portuguesa;
·        Internet.
         Avaliação
·        A avaliação se dará durante toda a situação de aprendizagem, na participação dos alunos nas atividades propostas de compreensão do texto estudado;
·        Produção de texto do gênero conto.



O adeus de Teresa

Procurando por Castro Alves achei este vídeo


Colegas, que tal uma "pausa" para relaxar neste domingo?

sábado, 8 de junho de 2013

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Um pouco da minha experiência com a leitura

 
Li e ouvi os depoimentos sobre a experiência com a leitura. Gostei muito do que o Antonio Cândido disse sobre a humanização que as produções literárias nos proporciona; também da d. Nina Horta, com a qual identifiquei-me bastante. Mas ao ouvir o depoimento de  d. Clair Feliz Regina, fiquei tão feliz quanto o nome dela, uma senhora de 80 anos que se apaixonou por poesia. Linda experiência!
Quanto a mim, não recordo do momento exato em que a paixão pelos livros "aterrissou" em meu coração. Foi bem sutilmente e quando dei por mim já estava totalmente envolvida com a leitura, de uma forma tal que nunca desvencilhei-me dela. E pra falar bem sinceramente nem quis.
Não tenho muitas aptidões, não cozinho bem, não sou esportista, não sei fazer trabalhos manuais, nem tão pouco tocar algum instrumento (até que tentei a flauta transversal), mas uma coisa eu faço com gosto e muito orgulho: eu leio. E leio o que me vier nas mãos, desde caixinha de leite, que fica em cima da mesa enquanto tomo café, até revista específica para odontólogos em consultório.
Gosto de ler pelo prazer de ler, para manter os olhos e a mente sempre ocupados. Houve um tempo que eu lia verbetes de dicionário, foi uma época que, obrigatoriamente, tinha que esperar meu filho pequeno fazer as aulas no Conservatório Musical. Esperava no carro e o "Aurélio" comigo... Foi bem legal.
"O livro acolhe."
programaviajandonaleit...

"O livro é um mundo porque cria mundos ou porque deseja subverter este nosso mundo", considera a doutora em Filosofia Marilena Chauí.
Olá, pessoal!

De acordo com a leitura dos textos sobre sua "Experiência com a leitura", eis meu depoimento...


Lendo os depoimentos sobre a "Memória da Leitura" dos escritores fiquei emocionada, Gilberto Gil citou a avó, Gabriel também relatou sobre a avó,isto é, as avós são partes fundamentais da nossa formação social e afetiva, pois minha avó também contava histórias fantásticas do Folclore, lendas, mitos e causos, ou os Clássicos Infantis...me recordo como se fosse hoje desses prazerosos momentos.Não deixaria de falar também de meus pais que me conduziram para o mundo das palavras com os gibis, revistas e jornais que circulavam pela casa...,meu pai comprou uma coleção de discos que tinham os livros de leitura para acompanhar as histórias, isso facilitou bastante para que me evoluisse na leitura,foram momentos prazerosos!!!
Quando comecei a escola já estava bem avançada na alfabetização,também utilizei a cartilha "Caminho Suave" citada por amigos nos depoimentos...o que veio acrescentar os meus conhecimentos.Já no ensino fundamental, tinhamos que preencher as fichas de leitura para professora de português, que para muitos era um martírio, mas para mim tenho-os até hoje, a coleção Série Vaga lume e as fichas de leitura...que tempo bom...saudades.Até hoje gosto de ler,como disse Marilena Chauí : " Livro é um mundo porque cria muitos mundos",  .

Abraços!!!!


Olá Denise e Edilene

Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...
Vinicius de Moraes

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Poema

Ofertas de Aninha
(Aos moços)

Eu sou aquela mulher
a quem o tempo
muito ensinou.
Ensinou a amar a vida.
Não desistir da luta.
Recomeçar na derrota.
Renunciar a palavras e pensamentos negativos.
Acreditar nos valores humanos.
Ser otimista.

Creio numa força imanente
que vai ligando a família humana
numa corrente luminosa
de fraternidade universal.
Creio na solidariedade humana.
Creio na superação dos erros
e angústias do presente.

Acredito nos moços.
Exalto sua confiança,
generosidade e idealismo.
Creio nos milagres da ciência
e na descoberta de uma profilaxia
futura dos erros e violências
do presente.

Aprendi que mais vale lutar
do que recolher dinheiro fácil.
Antes acreditar do que duvidar.

Cora Coralina

segunda-feira, 3 de junho de 2013

(Depoimento - Denise) - "Foi por caminhos tortos que cheguei até aqui"


Minha experiência com a leitura começou por curiosidade, em minha casa havia uma coleção de livros infantis que não poderia ser manuseada porque não nos pertencia (o porquê disso é uma história longa). Minha mãe NÃO lia pra mim e eu morria de curiosidade pra saber o que estava escrito lá. Depois que aprendi a ler, os livros vieram parar em minhas mãos e então pude conhecer todas as suas histórias... adorava aqueles livros de capa dura e folhas de papelão. E também não posso deixar de mencionar um que ganhei de aniversário: "O Batizado do Pato Bolé", li este livro várias vezes. 


Depois, na fase ginasial, lia para não ter que trabalhar... rsrs, meus pais tinham um comércio e para fugir do trabalho eu vivia pegando livros na biblioteca da escola e dizia que era porque a professora pedia e eu tinha que ler... li muitos livros nesta época, a coleção vaga-lume foi toda, competia com as minhas amigas pra ver quem lia mais. Teve um livro que me impressionou muito nessa época, adorei lê-lo, chamava-se "Sangue Fresco".


Chegou então a fase rebelde, tudo que era proibido tinha que ser lido. Livros sobre a ditadura no Brasil; ou que falassem sobre prostituição e drogas; ou sobre magia, bruxaria e vampiros... qualquer coisa que pudesse “chocar” os mais certinhos, morava numa cidade pequena e tipicamente religiosa e qualquer leitura desse tipo era uma heresia, sem contar as letras de música (geralmente rock) que vivia analisando. E li Paulo Coelho SIM, li todos os livros dele.


E quando comecei a ganhar o meu dinheiro, comprava gibis e revistas Seleções do Reader’s Digest que ficavam no chão do banheiro para serem lidas aos poucos... a “literatura de banheiro” marcou muito a minha juventude. Nunca curti muito a literatura clássica, nunca pensei em ser professora de português... acho que isto foi um acidente de percurso mesmo. 

domingo, 2 de junho de 2013

Apresentação:


Este blog é parte de um curso promovido pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, intitulado Melhor Gestão, Melhor Ensino e assessorado pelo tutor Antonio Trindade Erate Volner.

Este trabalho pertence ao grupo 3, composto por: 

  • Denise de Fátima Azevedo Nantes
  • Dinora Stork
  • Edilene Xavier
  • Elenise Gomes
  • Elizabete de Camargo

Boas vindas:

Olá viajantes da leitura, sejam bem vindos ao blog e sintam-se à vontade para relatar o seu percurso pelo mundo da literatura:


Cada um de nós tem uma visão diferente desses caminhos literários...






... e o objetivo aqui é compartilharmos esta incrível experiência com outros viajantes.



Ao mostrarmos aos nossos alunos que eles podem trilhar o seu próprio caminho com autonomia...



... apresentamos a eles um mundo cheio de aventuras!!!